Segunda-feira, 30 de Agosto de 2004

MIMO

Para o Louco


Da Importante


Assunto: Teu Mail de 07-08


Claro que estou surpreendida! Tu contactares-me, a mim, aquela mulher que consideravas "mimada" e com quem te enfurecias quando hesitava e/ou recusava participar nas tuas aventuras loucas?


Estás deprimido, querido? Ouviste coisas que nunca ninguém se atreveu a dizer? Sabes, ainda bem que alguém teve a coragem de tas dizer, porque não podes passar a vida a tratar os outros como se existissem só para te fazer as vontades!


Não sabes o que fazer? Tu, o homem que sabia tudo e não tinha paciência para as dúvidas dos outros? Queres um conselho?


Sinceramente, não sei o que te diga. Acho que deves ser tu a descobrir o que podes fazer para dar um sentido à tua vida. Procura um psiquiatra, conversa com os teus pais, com todos aqueles que te conheceram e que neste momento, lamentam o facto de te teres afastado deles! Talvez encontres alguma pista que te ajude a ver onde erraste!!!Não sei!


Não, não me vou encontrar contigo. Nada temos a dizer, porque eu dei um sentido à minha vida e tu não fazes parte dela.


Tudo de bom! Até breve

publicado por floreca às 14:00
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Domingo, 29 de Agosto de 2004

Carta a um passado errado

Por vezes ponho-me a pensar no que faria, se pudesse andar com o tempo para trás e mudar o passado.
Algumas coisas mudaria, certamente. Umas mais importantes, outras menos.
Mas, globalmente, faria tudo de novo. Mesmo onde errei, só o poderia saber pela experiência.

Agora, olho para o passado e vejo uma vida que eu não aproveitei.
Por não querer ou por não saber... ou por nem me aperceber, na altura.

Abdiquei dos meus sonhos para viver os sonhos de outra pessoa.
Não aproveitei o que de bom havia em mim.
Acho que nem me apercebi que tinha qualidades!
Deixei-me levar por caminhos que não eram os meus...

Um dia olhei à minha volta e vi que estava no conto errado.
A partir daí comecei eu a escrever a estória à minha medida.
E foi aí que eu percebi que tinha deixado a vida passar-me ao lado...


A olhar o passado descobri que não são os sonhos dos outros que nos fazem felizes... são os nossos, que temos de sonhar...
E nunca abdicar deles.


Miklos

publicado por floreca às 02:33
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Sexta-feira, 27 de Agosto de 2004

Postais Ilustrados - 3

filtros 032.jpg

Queres ouvir comigo uma cantiga?
Com notas de vento e azul.
Escrita numa pauta enfeitada a clave de Sol.

Gigante, o teu moinho
Gigante, ser mágico e mítico
imaginário que se perde nas notas
que te hipnotizam…
Gigante como o teu sonho.

Por dentro o seu coração bate
Monocórdico.
Igual a todos os dias.
Mói os grãos dourados.

Aproveitemos a sua farinha.
Comamos o pão em comunhão.

Adeus Gigante, moinho do teu sonho.

Agora já viste o Gigante por dentro.
Agora já podes voar…
publicado por floreca às 20:46
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Quinta-feira, 26 de Agosto de 2004

Despertar ressacado

19.AGO.2004

Não é a página de um diário. É apenas um momento da vida. Apeteceu-me escrevê-lo. Desenhar as palavras num suporte de papel,
deixar a pena correr ao sabor do pensamento.


Acordo com os olhos inchados. Ou terei sonhado demais ou dormi mal, mas nem dei por isso. Recordo somente, piquinita, que saio do sono com um beijo e com um sorriso teu. É bom despertar contigo, mas é terrível quando abro os olhos e tu nunca estás. Não quero pensar mais nisso.


Levanto-me. Desta vez não bati com o dedão do pé
em parte alguma da cama, o que evitou ter largado um matinal palavrão.


Olho-me, ao espelho naturalmente. Quase não reconheço quem está do outro lado. Estou com aspecto ressacado, mal consigo abrir os olhos.
Digo para comigo, 'espera aí que já te atendo'.


Tratamento de choque, chuveiro com ele. Desta vez sim, largo um palavrão quando a água fria me beija o corpo.
'Aguenta aí, que já passa', digo para mim.


E fico ali de olhos fechados, saboreando a sensação de ser abraçado
pela água, de alto a baixo, que cai em jeito de cascata. Para compor o ramo, toca na rádio 'Here I'm without you baby'. Coincidência. Desperto com um beijo teu, um beijo sonhado, acompanhado de um sorriso teu,
aquele sorriso inocente que iguala em doçura o brilho dos teu olhos,
e toca aquela canção.


Sinto um arrepio... Tomo consciência que estou no duche.


Afinal que faço aqui eu, imóvel, debaixo de água, nesta manhã de Agosto?


Here I'm without you baby... A canção deixa de se ouvir lentamente,
eu paro de pensar em ti, por momentos...

publicado por floreca às 14:09
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Quarta-feira, 25 de Agosto de 2004

Postais Ilustrados - 2

viagem.jpg

Queres viajar comigo a mil à hora?
Tão depressa, que daríamos a volta ao mundo ainda antes de suspirarmos.
Tão depressa, que ouviríamos apenas o pulsar dos nossos corações.
publicado por floreca às 11:04
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Terça-feira, 24 de Agosto de 2004

Um novo membro para o Blogue de Cartas....

que ainda não conseguiu fazer o seu registo, porque o Sapo tem destas manias... mandou-me um texto dele, que tenho todo o prazer de editar.

Ele quer saber se o aceitamos como novo parceiro de cartas... Que me dizem do kemo o alquimista?

:-)

O Jardim do Príncipe Real, situado na Rua da Escola Politécnica, como quem vem do Rato em direcção ao Chiado, ou vice-versa, é um local com dupla personalidade. Um autêntico local esquizofrénico, o Príncipe Real muda do dia para a noite.

De dia, o Príncipe, no meio de uma rua movimentada, entre prédios antigos de média estatura, emerge dum jardim no centro de Lisboa. O esverdeado das plantas e arvoredo mistura-se com o colorido das fachadas dos ministérios, universidades, instituições e casas, para dar a este local um colorido urbano raro nas cidades de hoje em dia.
O típico quiosque, em que todos sabem o nome do proprietário mas que o usam sem grande responsabilidade; a feira de livros usados que teima em aparecer para conceder o charme de tempos perdidos Lisboetas; os jogos intensos e controversos dos velhotes nas mesas de jogo; o “brincar-na-areia” de algumas crianças sob o olhar atento das mães; os turistas maravilhados com o sossego e o retiro em pleno coração cosmopolita; os parquímetros “emelianos” guardados pelos “arrumadores”, uma dupla ameaça aos bolsos dos condutores.
O Príncipe orgulha os Lisboetas, é local de referência, imponente como o próprio nome indica... de dia.

Ao final do dia, a transformação começa a ocorrer. As instituições fecham as suas portas, o quiosque encerra suas bancas, os velhinhos apressam-se para ver o Jornal Nacional da TVI, a mutação inicia-se, com o por do sol, mas só se completa quando a escuridão é uma realidade.

De noite, termina a alteração, o Príncipe vira sapo. O jardim torna-se escuro, lúgubre, assustador; Os velhotes, os turistas e as crianças ausentam-se, nem vestígios deixam de ter lá passado dias tão bem passados; O colorido acolhedor transforma-se em negro assustador; Os pedestres mudam, são estranhos, parecem ameaçadores, transpiram promiscuidade, respiram práticas menos comuns; os estabelecimentos são outros, discotecas à porta fechada, bares com nomes que sugestionam apenas conhecedores e segredos mal guardados; a tarifa de estacionamento mantém-se exorbitante mas ainda custa mais de noite.
O “sapo” envergonha os Lisboetas, é local de devaneio e evitável, mas o nome mantém-se... de noite.

Mas lá passam as horas, o sol nasce, e o feitiço cumpre o ciclo, o sapo é beijado pela manhã e retoma a sua postura de Príncipe, Real.

kemo o alquimista
publicado por floreca às 15:15
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Segunda-feira, 23 de Agosto de 2004

Postais ilustrados 1

Trouxe na mala alguns postais que não enviei...

esttela.jpg

Um deles

Queres fugir comigo para uma ilha mágica? Com estrelas roubadas ao céu que sonham que são sereias no fundo do mar?

Não tragas bagagem nenhuma… basta-me o teu sorriso.
publicado por floreca às 16:39
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Domingo, 22 de Agosto de 2004

Carta em papel vegetal.

Encontrei uma folha de papel à minha porta. Tão perto da minha porta. Vivo tão perto do mar que oiço os seus sussurros de desejos de maresia. . Vivo tão perto da linha de comboio que me desafia viagens que ainda não fiz. Vivo tão perto do céu que me traz a lua que eu sonho plena como o ventre de uma nova paixão.

Sonho…palavras atiradas ao ar. Estão escritas na carta por escrever. Começa assim.

Meu insustentável mistério das palavras por descobrir

Eu ainda não regressei. Nem sei bem para onde devo regressar... Gosto das imagens que crias e das pontas soltas que deixas para eu apanhar. Não sei se sabes, mas constróis poemas e estorias que me apetecem contar. Passeio-me na nostalgia das paragens num apeadeiro a meio de uma viagem de comboio. Nunca sei bem que comboio irei apanhar a seguir....
Ontem estive triste, talvez por sentir que perdia o comboio do meu desejo, mas nada melhor que atafulhar o carro de crianças, sandes de atum, adolescentes e cds de rock bem intenso, para espantar a tristeza... Fico tão cheia deles todos que até me esqueço de ver as tabuletas dos comboios que vão passando. E levo-os até ao mar…Alimento-me dos seus sorrisos…. Alimento-me das suas alegrias breves...

Não sei nunca onde devo sair do comboio….

Havia mais palavras no outro lado da folha de papel…Feitas de mistérios e vontades cor de mar...

Passou por aqui um comboio a vapor, o maquinista vinha tão deprimido e angustiado, que até metia dó. Tentei falar com ele para ver se o acalmava (sim, porque é perigoso andar a conduzir comboios naquele estado de angustia). Mas o homem só dizia que se tinha distraído a ler umas cartas virtuais, e não sei que mais que ele dizia (ele atafulhava as palavras, tal o estado em que estava, algumas nem percebi bem. Parece que era qualquer coisa, tipo irónicas ou eróticas, não sei bem, mas dito naquela gaguez, não era fácil. Dizia ele que se tinha distraído e não tinha parado nos apeadeiros todos, e que tinha deixado para trás os passageiros, e que não podia ser, e que tinha a carruagem vazia, e que aquele não era um comboio qualquer, e, e, e, ....

Finalmente consegui que acalmasse um pouco, mostrei-lhe o ramal onde podia inverter a marcha, e ele partiu mais calmo, prometendo que agora iria estar atento às meninas doces e belas que encontrasse nos apeadeiros onde não parou, e estar particularmente atento às que acenassem com guardanapos de papel manchados de vestígios de atum.

Perto da praia, nada melhor do que escutar um Búzio, numa noite de luar, bem pertinho das ondas. Talvez ele te diga o caminho a seguir, e o apeadeiro onde sair.


Acordo do sonho.. acordo?
publicado por floreca às 01:40
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Sexta-feira, 20 de Agosto de 2004

Que será feito da F?...





Queridas colegas,



Recebi a carta da M.

Não sei se me reconhecem, já passaram 30 anos...

Sou a F.



A vida passa num piscar de olhos, de facto. A nossa idade dá-nos agora o privilégio de poder olhar para trás e perguntar se fomos felizes. Normalmente tentamos confrontar essa felicidade com aqueles que nos rodeiam e partiram de patamares idênticos ao nosso. Assim, podemos sentir se... valeu a pena o "canto" que escolhemos. Perguntamo-nos se as nossas prioridades eram aquelas e não outras quaisquer. Questionamos se fizemos bem ou mal, se errámos ou acertámos, se tivemos sucesso ou fracasso.... Se não estamos arrependidos. Se ainda há tempo de voltar atrás.... e rectificar alguns pormenores desta pintura que iniciámos e cujas cores raramente podemos corrigir.

Inevitavelmente, comparamo-nos com os demais e pensamos: "que infeliz fui...!"

Mas, quando nos comparamos com outros, pensamos: "sim, fui feliz, sim".

Temos de ter sempre um ponto de referência e esquecemo-nos quase sempre de nos compararmos connosco. Devíamos pensar se fomos, ou somos felizes, de acordo com os nossos ... como se diz em português?... accomplishments.



Desculpem, passei muitos anos fora de Portugal, falta-me algum vocabulário. Regressei há 1 ano. Lembram-se como eu parecia infeliz quando andávamos na escola?... Lembram-se como a professora me batia?... Eu nunca sabia a tabuada. E as minhas cópias?! Eram uma nódoa. Odiava a escola.... Tinha medo de tudo e de todos. Parecia-me que o mundo era tão agressivo nessa altura! Chamavam burras às crianças que não aprendiam; não se dizia, como hoje, que essas crianças tinham dificuldades de aprendizagem.



Sempre enfiada comigo mesma, não atraía ninguém, nem chamava ninguém para brincar. Sempre fui muito apagada. Durante o recreio ficava sentada num cantinho a comer o pão com marmelada que trazia numa cesta, e a admirar-vos lá de longe: vocês eram todas lindas e a Lolita era o centro das atenções, a líder do grupo das meninas. Às vezes ela era também mimada. Não deixava que ninguém brilhasse mais do que ela e tinha grandes zangas com a J. Mudaram muito, todas vocês. Sobretudo a Lolita, não parece a mesma menina de tranças que troçava dos rapazes e os desafiava....!



Um dia aconteceu uma coisa fantástica, e esse dia mudou a minha vida. Apareceu uma senhora na escola... como se chamava?... Professora Isabel, era isso... ela era muito meiga, disse-me que queria falar comigo e fomos para uma salinha junto ao refeitório. Ela primeiro falou comigo e perguntou-me porque é que eu e o "mundo" não jogámos as mesmas regras.... Eu não sabia. Depois ela pegou num papeis com muitos números e .... a partir daí, nunca mais parei de ir ao médico. Fizeram-me testes para saber quem eram as pessoas que eu via e sentia, qual o fruto da imaginação que as produzia... E como é que eu sabia tantas coisas... Os meus pais quiseram castrar-me para eu ser igual às outras crianças mas.... eu via com os olhos da alma, e compreendia. Nesse entretanto, mudámo-nos para Trieste, na Itália, tinha.....uns ... 17 anos... e foi por isso que vocês todas perderam o meu rasto.



Continuei os meus estudos lá, sempre enfiada num canto. Trieste é uma cidade cinzenta mas evoluída, faz muito frio no Inverno e um sopra um vento que nos gela os ossos...

Com 30 anos tinha feito a universidade e o doutoramento. Escrevi alguns livros. Dirigi uma investigação sobre crianças sobre-dotadas. Há muitas crianças assim.... elas estão sempre enfiadas num canto porque o isolamento é a única linguagem que as compreende quando mais ninguém lhes dá atenção; são pessoas inseguras, infelizes, sentem-se anormais quando não existem instituições que as acolham.

Não casei nem tive filhos, sempre fui muito apagada para atrair um homem. Vocês não se lembram como eu era feia?



Amigas, a vida nunca é o que esperamos dela. A questão é que nascemos imbuídos de sonhos e os sonhos que não podemos... accomplish... quer dizer, realizar, transformam-se em fantasmas que nos perseguem. Entendem?.... Porque o ser humano é dotado de uma aptidão natural para sonhar, muito maior do que a sua capacidade para realizar. Sonhamos mais alto, mais rápido e com mais profundidade do que as nossas próprias forças...



Ao percorrer a praia, estava no outro dia a pensar nisso: como eu gostaria de ter sido como vocês todas: brilhantes, sucedidas.... o centro das atenções do mundo. Ao contrário, sempre apagada, infeliz, incompreendida, insegura e gozada mesmo pelas outras crianças, vivi a minha vida à procura de respostas que não existiam. Sabem porquê?.... Porque as minhas perguntas não existiam no mundo em que eu vivia.



As coisas são muito mais como são.... E há muito mais para lá do que podemos ver. As nossas oportunidades são sempre muito mais vastas do que pensamos. Só temos de.... fechar os olhos por instantes e respirar muito profundamente, até ao mais fundo de nós, para percebermos que a Vida é, na verdade, um fluido com muitos accomplishments.... e muitas oportunidades...



Reparem: quando uma borboleta bate as asas na Austrália, o seu bater de asas repercute-se num outro ponto do planeta... Entendem? Tão poucas pessoas me entendem... Talvez vocês, quem sabe...!



Por isso, sejam felizes..... Porque a vossa felicidade deve ter um efeito positivo em qualquer um outro lugar...

Não olhem para o lado, olhem pra dentro de vocês mesmas.



Lolita, para terminar queria só dizer que gostava muito das tuas tranças, porque é que nunca te disse?



Como a vida passa..... é um piscar d' olhos.

Até sempre,

F.



publicado por floreca às 23:18
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Quinta-feira, 19 de Agosto de 2004

Apeteceu-me...

bayby.bmp

Apeteceu-me escrever
É isso mesmo. Apeteceu-me. Há momentos em que me apetece escrever. É assim como vadiar. Vadiar simplesmente. Hoje apeteceu-me vadiar com as palavras, andar à tuna, desenhar palavras, pintá-las, voar com elas.

Dar cor às palavras não é o meu forte. Permitam-me então, desenhar palavras e voar com elas, de improviso. Gosto de voar, porra. Claro, gosto também de outros ‘porras’, mas agora apetece-me voar. É um prazer, sabem? Gosto de saborear o prazer. Saborear... lembrei agora que sou um ‘eco-degustador’ e sorrio. Sorrio com prazer. É por prazer que saboreio o sorriso, o meu, ou o vosso que não conheço.
Há quem tenha a tendência para esquecer ou ignorar, que todos nós, desde a nascença, funcionamos por entre outros, pelo princípio do prazer e da satisfação das necessidades imediatas. Já repararam que quando uma criança chora, é por desconforto, não é por birra. Chora quando não obtém imediatamente o grau de satisfação desejado. Chora porque lhe negam o seu objecto de prazer.
Infelizmente desde que nascemos, o ser humano vai sendo castrado pelo princípio, dos princípios, dos valores, pela educação moral, social e sexual, repressiva. Quase nem nos deixam sentir, sentir a vida ao natural, sentir o seu sabor, amargo algumas vezes, doce, outras.
Ter prazer, saborear, assim ... ao natural, sem aditivos.
Saborear com os sentidos. Saborear com a visão, com o olfacto, com a audição, com o gosto, com o tacto. Pegar o mundo com os cinco sentidos, com as sensações, com as emoções.
Saborear com o olhar da cumplicidade ou simplesmente olhar, o mundo, um sorriso, o outro, ele, ela, tu...
Saborear com os ouvidos, as melodias de que mais gostamos, o som das palavras, da água que corre, o som dos silêncios… o som dos barulhos maravilhosos que dançam por entre as árvores.
Saborear com a língua mil e um paladares, o sabor do beijo de uns lábios sem batom, assim.. ao natural.
Saborear com o nariz, o cheiro da terra, o cheiro da pipoca acabada de fazer, o cheiro da pele, saborear assim… e deixar qualquer um com água na boca.
Saborear com as mãos, apalpando, acariciando, modulando, agarrando. Tocar fundo o mundo com a ponta dos dedos.
Não sou provador de coisa nenhuma. Gosto quando olho, vejo, oiço, cheiro, gosto, toco. Gosto de gostar-de-gostar. Posso? Sou assim. Defeito de fabrico. Não há culpados, mas aquele Adão… Ou ainda acreditam que o magano deu a dentadinha na maçã? Aquele Adão não era nada abichado. :)
publicado por floreca às 15:44
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