Quinta-feira, 8 de Julho de 2004

Cartas

align=left width=200 hspace=5>Sento-me a escrever uma carta.
Pode ser para te dizer que te amo, que te quero.
Pode dizer que tenho saudades dos teus beijos.
Ou apenas recordar o nosso último momento juntos...
Pode ser uma carta de despedida, cheia de tristeza.
Ou uma carta de reencontro, quem sabe?
Uma carta de amizade perdida no tempo, uma carta a um amigo especial...
Gosto de escrever cartas às pessoas na minha vida.
Gosto de as guardar, gosto de as reler.
E leio as respostas vezes sem conta...
Cartas que trazem um sorriso, uma lágrima, um aperto no coração...
Cartas que te trazem até mim.











publicado por floreca às 20:57
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Terça-feira, 6 de Julho de 2004

Amigo querido

Ainda ontem me contaste como ela é maravilhosa, linda (e mais aquelas coisas todas que me disseste)... e hoje já me vens pedir ajuda?
Que não sabes o que fazer, que ela passa o dia a ligar-te e a mandar sms?
Tu achavas mesmo que ela te queria só pelo sexo, sem sentimentos?
Até tu sabes que não é assim...



Beijos... e cá estarei para ouvir a versão de amanhã...
publicado por floreca às 19:06
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Querido amigo

align=justify>Temos uma amizade muito especial, já o temos comentado.
Por vezes sinto que nem olhas para mim como mulher, mas sim como uma companheira de loucuras inenarráveis!
Ontem vieste contar-me mais uma das tuas aventuras.
Já me tinhas contado o "antes". Pediste-me conselhos e eu, como sempre, respondi-te com um "vai em frente"!
(O que eu queria mesmo era que fosses em frente comigo... mas isso nem nas entrelinhas te deixo ler!!)
Ontem contaste-me o "durante". Como se encontraram, para onde a levaste, o que fizeram juntos. Como ainda tinhas na tua boca o sabor do corpo dela.
E eu a imaginar bocadinho a bocadinho!
(Ou terá sido a recordar cada momento que passámos juntos na intimidade?)
Quando me fazes relatos destes, sinto um nó na garganta.
Cada vez mais suave, admito. Acho que com o tempo vou acabar por nem ter ciúmes das mulheres com quem te deitas...
Se calhar nem os devia ter: elas passam pela tua vida, eu vou ficando...
Isto de ser a confidente de um homem que amámos um dia, tem que se lhe diga!
(Mas quem é que me mandou apaixonar-me pelo meu melhor amigo??)
Cá estarei sempre para ouvir os teus desabafos,

um beijo grande
align=center>width=400>
publicado por floreca às 09:35
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Segunda-feira, 5 de Julho de 2004

Cartas gastas

Encontrei ontem, numa caixa velha, algumas cartas que escrevi para ti. Nunca foram enviadas porque, na verdade, eram mais cartas para mim. Dizia ali tudo o que precisava de gritar e não conseguia.
Abri-as calmamente, uma a uma. Sabia que ia encontrar marcas de lágrimas a borrar a tinta. Lembro-me dos momentos exactos e do que me levou a escrever aquelas cartas. Lembro-me que cada uma era uma espécie de vaso onde era depositada a raiva, a desilusão, a dor, até o amor. Cartas gastas.
Ontem li-as, de olhos secos. Virei-as para tentar encontrar marcas do que sentia, do que senti. Marcas havia mas já não eram legíveis por mim. Nada me comoveu, nada me transportou de volta aqueles sentimentos. Cartas de amor e dor de uma estranha para um estranho. Cartas muito gastas, prestes a desfazerem-se no tempo para que nada reste.
publicado por floreca às 22:42
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Domingo, 4 de Julho de 2004

17 !

A verdadeira exaltação da vida manifesta-se quando a vemos passar à frente dos nossos olhos, linda, maravilhosa, cheia de encanto e perspectivas...



Quando, afinal, sentimos na pele outravez, o rasgar do misterioso momento, o do nascimento, quando fomos nós que lhe demos o movimento que hoje tem e, por nosso intermédio, respirou pela primeira vez...



Para ti, que hoje completas 17 corajosas Primaveras.



Por causa, enfim, dessa tua determinação ... devido à tua imensa teimosia em ser feliz, este dia tem hoje um significado muito diferente: vais em direcção "ao infinito, e mais além".



Tenho um imenso orgulho na pessoa que tu és!



Nunca desistas.



Beijo.



Mãe
publicado por floreca às 01:15
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Sábado, 3 de Julho de 2004

Meu querido Stanley

street.jpg
Escrevo para comunicar-lhe que o actor que interpretou a sua personagem na peça e no filme onde nos cruzámos faleceu hoje.

Estava velho, doente, já não era belo como quando assomou da penumbra como o descendente de polacos brutalmente sensual de “Um eléctrico chamado Desejo”. Passou muito tempo, para os mortais, sabe? Longe vão os momentos em que a sua masculinidade trágica fazia estremecer de desejo os corpos femininos. Não é só para as mulheres que o tempo é cruel. Nesta Casa de Repouso onde me encontro nem sempre posso ter a luz tão fraca como gostaria. E aqui existem espelhos, tantos espelhos...Deve ser uma forma de torturar quem dá trabalho aos outros. Vale-me, de novo, o facto de poder contar com a bondade dos desconhecidos.


Claro que a Stella vem visitar-me, aos fins de semana. Parece-me cada vez mais magra e mais pálida, agora que o bebé já gatinha. Quando falo de si ela vira a cara e eu vejo que sofre
Vai dizer-me, Stanley, que nós, personagens que somos, estamos preservados dos efeitos devastadores da temporalidade. Tem toda a razão, somos imortais e o nosso envelhecimento é suave.

Na televisão desta Casa vi vários filmes protagonizados por Marlon Brando. A voz dele...Quando a ele falava ou gritava, as mulheres calavam-se na sala de estar. Mesmo aquelas que não estavam a seguir os filmes. Ficavam estáticas, olhando aquela face, escutando aquelas entoações de homem com o lado de menino, ou de animal, prestes a saltar. Acho que foi isso que encantou tantas fêmeas durante a sua carreira – a criança e a fera que se aproximavam...

Quando o vi interpretar o velho “Padrinho” fiquei chocada. A fala estava diferente...ele estava tão pesado, tão dilacerado com a morte do Corleone filho...E quando assisti à morte do Don no jardim, sozinho com o neto, arrepiei-me de horror.
Onde estava o macho que incorporou a sua personagem, Stanley?
Aquele que fazia a moto chiar de paixão ou raiva?
O estivador de “Há lodo no cais”?
O paladino dos nativos americanos?
O guerreiro de Apocalypse Now?
Sabe, Stanley, antes de ver Marlon Brando na tela eu vira muito cinema em Nova Orleães. Apaixonara-me por Clark Gable e Errol Flynn, claro. Mas Brando era diferente, representava com o corpo todo. E naquela esfinge pulsava toda a alma de um homem.
Olhávamo-lo e tínhamos todos os mistérios masculinos diante de nós.
Era diferente de James Dean, o Jimmy era mais doce e morreu tão jovem que nunca consegui dissociá-lo da adolescência. Sabe como sempre fui sensível ao charme dos rapazes muito novos...mas talvez essa dimensão juvenil tenha sido inibidora de poder apreciar a sua virilidade.
Um homem com barba que cresce lentamente e que nos pica, um homem em cujos braços nos apetece gemer, um homem cujo hálito queremos sentir nos nossos lábios.
Stanley, por favor, neste momento de partida, junte a sua mágoa, orfã, à minha tristeza.
Ficar-lhe-ia grata se me fizesse uma visita, estou tão só.

Um beijo,

Sua, Blanche Du Bois

marlon-brando.jpg
"PS à carta da Dora... Foste um sonho, uma estrela. Eu fui todas as mulheres que morreram nos teus braços nas aventuras de celulóide. Fui uma estrela, em todas as vezes que o teu talento se cruzou comigo.
atuaLolita"




publicado por floreca às 00:48
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Quinta-feira, 1 de Julho de 2004

Heróis do Relvado

Por entre ondas verdes, navegando em paixão
Por entre cousas estranhas, com o vermelho no coração.


Foram a alma Lusíada em apoteose
Foram a alegria pintada a cores
eu serei a Tágide que vos espera
na sempre mágica Ilha dos Amores

luis_figo.jpgmilan.porto.story.ap.jpg40387711.jpg
publicado por floreca às 18:15
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