Quinta-feira, 29 de Julho de 2004

as cores do blog

quero pedir-vos desculpa. comecei um trabalho e não o terminei.
confesso que não tenho tido tempo nem estado de espírito para reflectir sobre as cores aqui do blogue das cartas.
peço por isso à nossa querida floreca que tenha a gentileza de mudar as cores (se for caso disso) porque não me sinto capaz de o fazer por enquanto.

agradeço-vos a paciência:)

um beijinho,

marília
publicado por floreca às 21:18
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Carta insolente!

Minha querida irmã,
O tempo passou por mim, atropelou-me. Por isso, perdoa-me, esqueci-me de como te chamas. Lembro-me do teu cheiro, do tom da tua voz, era mesmo capaz de dizer ainda quantos sinais tens no corpo, um nas costas, tão acima que desaparece sob o cabelo, outro no ombro direito, outro por baixo do umbigo, mas o nome, o nome parece-me que nunca existiu.
Lembro-me do nome que te dei, quando me deixaste ler um pouco daquele teu livro – como é que se chamava? – Lolita. Mas li pouco, nunca o percebi bem. Só alguns anos mais tarde, quando vi o filme, compreendi. Não consigo ter opinião. Não sei se foi bom ou mau te ter chamado Lolita, mas na altura o nome soou-me bem, era bonito, diferente, e tu sorrias quando eu te chamava. Não podia ser mau sinal.
Depois veio aquele dia sinistro, quando o pai entrou pela casa dentro e te bateu. O nome foi proibido, porque tu e o senhor do apartamento de baixo não-sei-o-quê. Foi ele quem te ofereceu o livro, não foi?
O pai quis queimá-lo, mas eu escondi-o. Ficou furioso. Os dias que se seguiram à tua partida foram terríveis. Ele perguntou-me vezes sem conta se eu sabia de não-sei-o-quê, e porque é que eu te chamava “o nome”, e disse-me que, ainda que no dicionário não viesse como sinónimo, “o nome” era o mesmo que o daquelas senhoras não-sei-quantos.
Acho que o pai nunca percebeu nada de nada.
publicado por floreca às 17:56
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Quarta-feira, 28 de Julho de 2004

VIAGEM

Sempre resolvi viajar!!! Não, não se trata de uma fuga, mas sim dum recomeço.  Preciso de estar só, de ter tempo para mim, de vaguear noutra cidade, conhecer outra gente.


Todos ficam admirados por eu ter tomado esta decisão e mais ainda, por ter resolvido ir sozinha.  Mas eu sou a minha melhor companhia e o livro estará, como sempre, dentro do saco!!! Estarei só, mas não completamente!!!


Telefono-te quando voltar, ok??? Até lá, fica bem!!!


P.S.: Não, ele não me contactou mais!!! Não vou pensar mais no assunto.

publicado por floreca às 08:44
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Terça-feira, 27 de Julho de 2004

A Carta

Meu amor

Escrevo-te a Carta. A Carta que leva dentro o último raio de sol do dia de sempre. Já te disse todas as palavras que conheci, já escrevi todos os poemas de amor que inventei para ti, já encenei todas as poses coloridas que as minhas personagens me ensinaram.
Escrevo-te a Carta. A Carta que nada mais pode acrescentar a tudo que te contei, por isso será inútil, como uma carta de amor, tão ridícula, como as do Poeta. Não te posso escrever uma Carta de Amor, porque te declarei mil vezes um “amo-te” feito de luzes, cores e estrelas. Deste-me a luminosidade da lua e eu dei-te todo o brilho do meu olhar. Deste-me o sonho de magia e eu dei-te metáforas sem fim. Deste-me o teu humor delirante e eu dei-te poemas tantos, com que encho as gavetas de mogno da minha memória. Deste-me um desenho a cores e eu reinventei os seus contornos. Deste-me a tua genialidade e eu cresci para lá de ti…
Leste o “Fazes-me Falta” da Inês Pedrosa? Sei que não lês livros, mas este livro leu-nos a nós. Porque nunca fomos amantes, amei todos os homens que quis, de olhos fechados. Porque nunca te tive, possui todos os corpos que tinham a sombra do teu. E porque nunca fomos amantes, sempre te contei de mim e dos homens que te substituíam…Porque eu estava morta, já, como ela…
Escrevo-te a Carta. Porque já não tenho mais poemas, meu amor. Porque escrevi a última palavra há tanto tempo…Porque dissemos adeus.

-Até um dia destes – ouvi em sussurro na tua voz de anjo.
-Até sempre, meu amor – ouvi-me a mim dizer…na minha voz de Gaia.
Para que inscrevas esta frase a quente, como uma tatuagem, como uma marca, como a cicatriz que te faço na alma.
Para sempre, meu amor. Sempre... é já ali.
publicado por floreca às 21:15
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Segunda-feira, 26 de Julho de 2004

Querido companheiros de Blogues e outras Coboiadas!

Estrondosa abertura da Silly Season num tasco perto de si. Tem ar condicionado. Sem condições...

Blogue alternativo ao outro.. com muito gelo e limão
publicado por floreca às 18:02
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Um simples Bilhete

Meu Querido

Procurei no forro dos bolsos, no fundo da mala,
no profundo do olhar e no segredo da alma.

Não havia nenhum bilhete de amor, hoje.

Apenas encontrei uma viagem de ida.

bilhete.jpg
publicado por floreca às 12:43
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Sábado, 24 de Julho de 2004

Mensagem do dia

tou bravo.JPG


Para quê preocuparmo-nos com a beleza interior, se a pila é cega?
publicado por floreca às 21:25
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Sexta-feira, 23 de Julho de 2004

Uma carta de amor

hoje queria escrever-te uma carta de amor,
queria conseguir transformar sentimentos em palavras...

mas essa carta está escrita no meu sorriso, no brilho dos meus olhos...

só precisas de olhar para mim para leres mil palavras de amor...


publicado por floreca às 21:26
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Quinta-feira, 22 de Julho de 2004

Queridos Bloguistas

Parece que hoje estamos confinados à contemplação uns dos outros.
Não podemos comentar, nem ser comentados.

des039.jpg

Ainda bem que o erro é do sapo. E eu que pensava que tinham todos ido já de férias...
publicado por floreca às 00:41
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Quarta-feira, 21 de Julho de 2004

A carta possível...

Mãe, estou tão só como da última vez que te escrevi. Talvez mais. A solidão é uma coisa rude que se adensa só de pensarmos nela. E nestes meses pouco mais tenho feito que pensar.
Quanto tempo passou desde a última carta? Um ano, ou mais, já nem sei. Deixei de contar os dias. Agora conto apenas as lágrimas. Sim, mãe, é possível contar as lágrimas. Tão possível como os grãos de areia. Basta reduzir a praia a um dedal. Basta não chorar todos os dias, mas apenas quando a dor é insuportável. Pois, tens razão, a minha dor é insuportável, mas tornei-me madeira, estou seco e já não sinto.
Lembraste do berço que nos ofereceste? Esse mesmo. Aquele com o nome da tua neta gravado. Durante a noite embalo-o, canto o papão, e a minha voz disfarça o ranger das tábuas com falta de uso. O berço continua vazio, mãe. O berço esteve sempre vazio. A minha filha nunca chegou a nascer. A minha mulher, a mulher que eu amei, levou-a na barriga. A casa está cheia de ecos, e olha que eu não falo durante todo o dia. São ecos absurdos de um tempo que parou.
Não sei se voltarei a escrever, mãe. Quem sabe se, no dia em que me leres, estas linhas não serão o que resta da minha voz, o que resta de mim. Mas não sofras, mãe, não chores. Inúteis são as lágrimas que não se podem contar.
publicado por floreca às 00:34
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