Segunda-feira, 12 de Julho de 2004

CARTA AO AUSENTE

Já sei que não vens!!!
Até já desligaste o telemóvel para que eu não tenha hipótese de te contactar. Mais uma vez me deixaste aqui, "pendurada" neste Café, onde todos te conhecem e me olham com um misto de pena e troça.
Para disfarçar, fui brincar com uns miúdos que estavam por ali, a lançar um papagaio, para esconder o peso da derrota, da tristeza. Quando cheguei a casa, pensei que ia dormir, mas não consegui. Fiquei horas, a olhar a noite, o vazio, o silêncio e tu... onde é que estás e porque não respondeste?
Acabei por ficar ali, enrolada no sofá, com o telemóvel ligado e junto do meu coração, como se fosse possível tu ouvires as batidas loucas.
Adormeci, sei que sim, porque acordei sobressaltada com o toque estridente duma mensagem que entra. Quando cliquei no envelope, lá estava a tua mensagem, curta, grossa, pode mesmo dizer-se cruel, como a fazer troça da angústia que tinha entranhada no meu corpo.
"Não quero mais nada contigo!!! Esquece que eu existo" e eu, parva como sempre, desatei a chorar e só parei, porque alguém andou à minha procura e forçou a entrada naquela casinha, de que tanto me orgulho.
É por isso que me vou embora; para recomeçar noutro lugar, para conhecer outra gente que não te conheça e murmure nas minhas costas. Quero que o saibas por mim; vou deixar esta carta naquele Café, onde és sempre tão tem recebido!!!!
Ah, sim.......... Não vou partir sozinha, mas nunca saberás o seu nome e qual a relação que existe entre nós!!!!!!!!!!!
publicado por floreca às 09:03
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12 comentários:
De Carla a 12 de Julho de 2004 às 21:28
Gostei muito desta carta. No meio da desilusão e da tristeza houve uma força maior que ele: tu! Beijo.


De almar a 12 de Julho de 2004 às 19:48
Olá Marta! Então nova colega aqui no blog. Ainda bem. Quanto mais melhor, mais sensibilidades diferentes por aqui vão passar. Querida, a tua carta comoveu-me e não te vou dizer que fugir não adianta porque aceito que haja alturas em que se tem que fugir. É uma carta muito sensível e triste. Mas tu saiste dessa! beijinhos


De atuaLolita a 12 de Julho de 2004 às 14:48
ò Marta. Tu escreve o que te apetecer menina, que nós lemos. Mas vai com calma, que com este ritmo, nem tenho tempo para te ler e comentar...


De MARTA TEIXEIRA a 12 de Julho de 2004 às 14:16
Obrigada. Vou gostar de estar aqui. Sei que partir não resolve todos os nossos problemas, mas neste caso, consegui. Ainda estou muito frágil, pois não é fácil aceitar, mas obrigada pelo vosso apoio hoje e sempre.
Espero que não se importem, mas nem sempre vou escrever cartas assim tão tristes.
Mais uma vez obrigada!!!


De atuaLolita a 12 de Julho de 2004 às 11:57
Bem vinda ao Blogue de Cartas, Marta. Ainda bem que dixaste a carta.. aqui e no café. Agora, é seguir pela estrada que te levará a novas casas com novos aromas. Deixa também o telemóvel. As palavras importantes são as que são susurradas ao vivo. :-) Beijinhos.


De Alex a 12 de Julho de 2004 às 11:30
Mesmo que queiras sair desse filme inexplicável, sempre há a sombra do teu amor mal amado. Por isso, por experiência própria, deixa a carta no café, mas nela, todos os fantasmas, lágrimas e desilusões que tiveste com esse pequeno monstrinho, egoísta e frio para com o novo amor possas aproveitar a lufada de ar fresco e jovial encha os pulmões de coragem.
Nunca fez mal evoluir... Boa sorte!


De Betty a 12 de Julho de 2004 às 11:25
Linda carta, principalmente a última frase! Há pessoas que merecem :)


De wind a 12 de Julho de 2004 às 11:18
Linda e bela carta. Emocionou. Mas li o que chouriço escreveu e desatei a rir às gargalhadas. Esta mistura de sentimentos é terrível.


De chOURIO a 12 de Julho de 2004 às 11:15
Pois. Atitude corajosa e necessária. Agora, só um aviso: isso de pôr o telemóvel junto ao coração não faz nada bem. A AMI tem directivas internacionais sobre isso. Toma cuidado, moçoila.


De McClaymore a 12 de Julho de 2004 às 11:14
O teu texto faz lembrar a anedota do sacristão a ler as Sagradas Escrituras e que diz "e o paralítico andeu", "andou, parvo, andou" disse o padre atento e baixinho, "pois" continuou o sacristão "o paralítico andou parvo por uns tempos e depois passou-lhe". Eu revejo-me na tua mágoa, às vezes também me sinto "parvo". Beijos.
Por favor transmite à comunidade que vou linkar o vosso blog ao meu, já sou assíduo leitor da Lique. Mais beijos.


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